Seminário da Firjan analisa macroeconomia para orientar empresários em tomadas de decisões – SINDAL-TR
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Seminário da Firjan analisa macroeconomia para orientar empresários em tomadas de decisões



A Firjan iniciou, nesta quarta-feira (5/8), o primeiro de uma série de eventos voltados a debates estratégicos sobre a economia global e seus impactos na indústria brasileira e fluminense. Realizado na Casa Firjan, o seminário Cenários e Desafios para a Economia Brasileira reuniu quatro dos mais importantes economistas do Brasil para discutir os rumos da economia e seus efeitos no ambiente de negócios.

Opresidente da Firjan, Luiz Césio Caetano, destacou que os encontros vão além da abordagem de temas do setor industrial, trazendo uma visão holística da economia. Além disso, a iniciativa fornece dados e informações que contribuem para as tomadas de decisões dos empresários.

“No mercado interno, mudanças no mercado de trabalho impactam a economia de um modo geral, enquanto a geopolítica internacional pode trazer impactos negativos para a atividade econômica. Para completar, estamos em um ano de eleições e o período que antecede as urnas sempre representa um momento de compasso de espera”, disse.

O diretor-executivo da Firjan SENAI SESI, Alexandre dos Reis, adiantou que o próximo encontro será após as eleições e apontou que os seminários sempre contarão com a participação de especialistas de setores diversos da economia. “Nós trazemos não só o conceito de economia, mas a tradução dos assuntos e a aplicabilidade destes temas no dia a dia da nossa gestão. Quanto mais nós entendermos desse movimento, melhor para”, enfatizou.

O primeiro painel abordou o tema “Mercado de trabalho e conjuntura do consumo” e reuniu o pesquisador da FGV IBRE Fernando de Holanda Barbosa Filho e o economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Fábio Bentes.

A segunda parte do evento abordou o tema “Contexto Macroeconômico Internacional e Panorama Fiscal”. O debate reuniu Lívio Ribeiro, pesquisador da FGV IBRE e sócio da consultoria BRCG, e Fabio Giambiagi, economista, especialista em finanças públicas e economista do BNDES.

Responsabilidade fiscal e sustentabilidade

As discussões do seminário evidenciaram que os desafios da economia brasileira estão profundamente interligados. O mercado de trabalho permanece aquecido, mas convive com baixa produtividade e pressões crescentes sobre os custos das empresas; o elevado endividamento das famílias restringe o consumo, sobretudo de bens menos essenciais; e o ambiente internacional, marcado por tensões geopolíticas, inflação resistente e juros elevados, amplia a incerteza sobre câmbio, custos de produção e investimentos. Ao mesmo tempo, o desequilíbrio das contas públicas segue como um condicionante central para a estabilidade econômica, a redução dos juros e a retomada de um crescimento mais sustentável.

Na condição de mediador do seminário, o presidente do Conselho Empresarial de Economia, Júlio Talon, reuniu os principais pontos do debate e destacou que a construção de uma trajetória econômica sustentável depende da atuação conjunta dos agentes econômicos, da responsabilidade fiscal e do fortalecimento do papel formador de opinião do setor produtivo, especialmente no contexto eleitoral.

“Diante de uma dívida pública que atinge 83% do PIB e do desafio de alcançar a meta de 4% do IPCA em 2028, destaca-se a urgência de ter governantes no Executivo e no Legislativo genuinamente comprometidos com o controle dos gastos públicos”, concluiu.

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Fonte: Firjan

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